Psicanálise e educação
(im)possíveis atuais
DOI:
https://doi.org/10.59099/prpub.2026.138Palavras-chave:
Psicanálise; Educação; Subjetividade; Escola pública; Escuta.Resumo
Este artigo discute as possibilidades e os impasses da interlocução entre psicanálise e educação na escola básica pública brasileira contemporânea. Trata-se de uma investigação teórico-reflexiva, baseada em autores clássicos como Freud (1925/1996; 1930/2010) e Lacan (1966/1998) e em contribuições de Kupfer (1989; 2000) e outros psicanalistas da educação. Parte-se do reconhecimento de uma tensão histórica entre os campos: Freud chegou a classificar a educação, ao lado da psicanálise e do governo, como profissão impossível (Freud, 1925/1996). Ainda assim, ao longo do último século, diversos autores vêm explorando interfaces frutíferas entre psicanálise e ensino (Millot, 1979/2001; Mannoni, 1973; Sebben, 1998; 2012). O problema central examinado é como a psicanálise pode contribuir para repensar o sujeito no contexto escolar e enfrentar a atual crise da escola pública, sem incorrer na ilusão de uma pedagogia psicanalítica completa. A metodologia adotada é a análise conceitual e a articulação de literatura especializada, iluminando três eixos: as contribuições da psicanálise para pensar o sujeito na escola; a crise da escola básica sob a ótica da subjetivação; e a escuta como operador ético na educação. Conclui-se que, embora a integração plena entre psicanálise e educação encontre limites estruturais, há potências importantes nessa interlocução, como a humanização das relações escolares, o reconhecimento da alteridade e a possibilidade de tratar o mal-estar presente na educação contemporânea.
Referências
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