Um olhar psicanalítico para a demanda de reconhecimento de paternidade socioafetiva
DOI:
https://doi.org/10.59099/prpub.2026.140Palavras-chave:
Paternidade socioafetiva, Demanda, Psicanálise, FiliaçaoResumo
Investiga-se o pedido de reconhecimento de paternidade socioafetiva, processo judicial que oficializa o vínculo de paternidade em que o nome do pai socioafetivo é incluído nos documentos da criança. O objetivo é identificar dimensões inconscientes desse pedido, tema pouco explorado na literatura. Trata-se de estudo teórico exploratório no campo da interface entre o direito e a psicanálise, a partir das contribuições de Lacan. Ressalta-se a ideia de que o judiciário funciona como um organizador social que define oficialmente posições familiares, produzindo marcas na constituição do sujeito. Conclui-se que o reconhecimento do pai socioafetivo confere ao filho um novo lugar simbólico em uma genealogia ampliada; que o pedido de reconhecimento da paternidade socioafetiva funciona como demanda de que o Outro do judiciário reconheça o requerente e o nomeie como pai; e que o objeto da demanda funciona como objeto dom. Os resultados colaboram para a compreensão mais profunda implicada nessas demandas.
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