Uma leitura fenomenológico-hermenêutica do caso clínico “Eiva”, de Irvin Yalom
DOI:
https://doi.org/10.59099/prpub.2026.133Palavras-chave:
Caso clínico, Daseinsanalyse, Heidegger, Fenomenologia, YalomResumo
O presente artigo tem como objetivo realizar uma leitura fenomenológico-hermenêutica do caso clínico de Eiva descrito por Irvin D. Yalom no livro “O Carrasco do Amor e Outras Histórias sobre Psicoterapia”, com vistas a explicitar alguns temas e conceitos centrais da psicologia de base heideggeriana. Busca, também, favorecer uma compreensão da ação clínica de forma situada e concreta, evitando sua redução a formulações abstratas ou meramente teóricas. A partir do caso de Eiva foi possível discutir o caráter aberto e plural dos modos de aparecimento dos fenômenos, bem como a condição ontológica do ser humano de abertura. Tal discussão se apresenta como um espaço privilegiado para se pensar a clínica enquanto lugar de confrontação com as questões fundamentais do existir, ao mesmo tempo em que preserva a complexidade do fenômeno e a singularidade do percurso existencial da paciente em questão.
Referências
Barbosa, C. G. (2022). Do fechamento entre muros à abertura à alteridade: contribuições para a prática clínica a partir de Martin Heidegger. In C. Moretto & C. G. Barbosa (Eds.), A psicologia no cuidado do sofrimento humano: novas perspectivas de atuação (pp. 155–170). Appris.
Barbosa, C. G. (2025) Habitar o inóspito: a condição humana de desabrigo a partir de Martin Heidegger e Sigmund Freud. Via Verita.
Boss, M. (1977). Angústia, culpa e libertação: Ensaios de psicanálise existencial (B. Spanoudis, Trad., 2a ed.). Livraria Duas Cidades.
Cabral, A. M. (2022). Para além da iniquidade: por uma ecofenomenologia decolonial. In A. Tarzan & C. Mattar (Orgs.). Psicologia, fenomenologia e questões decoloniais: intersecções (pp. 17-53). Via Verita.
Casanova, M. A. (2021). Existência e transitoriedade. Via Verita.
Evangelista, P. E. R. A. (2019). Sofrer pelo próprio ser: a Daseinsanalyse de Alice Holzhey-Kunz e a inclusão pré-ontológica da existência como fundamento do sofrimento existencial. Revista Natureza Humana, 21(1), 120–128. DOI: https://doi.org/10.59539/2175-2834-v21n1-411
Heidegger, M. (2012). Ser e tempo (F. Castilho, Trad.). Editora Unicamp; Editora Vozes.
Heidegger, M. (2008). O que é metafísica?. In M. Heidegger, Marcas do caminho (pp. 113–133, E. P. Giachini & E. Stein, Trads.). Vozes.
Heidegger, M. (2007). A questão da técnica (1954). Scientiae Studia, v. 5, n. 3, 375-98. DOI: https://doi.org/10.1590/S1678-31662007000300006
Heidegger, M. (2001). Serenidade (1959) (M. M. Andrade & O. Santos, Trads.). Instituto Piaget.
Holzhey-Kunz, A. (2018). Daseinsanálise: o olhar filosófico-existencial sobre o sofrimento psíquico e sua terapia. Via Verita.
Jacintho, F. (2019). Irvin D. Yalom psicoterapeuta – aspectos teórico-práticos de sua abordagem existencial/humanista. Faculdade Sant’Ana em Revista, v. 3, n. 1., 4-20.
Jardim, L. E. F. (2013). Ação e compreensão na clínica fenomenológica existencial. In P. E. R. A. Evangelista (Ed.), Psicologia fenomenológica-existencial: possibilidades de atitude clínica fenomenológica (pp. 45–76). Via Verita.
Laplanche, J., & Pontalis, J. B. (2004). Vocabulário da psicanálise. Martins Fontes.
Sá, R. N. (2017). A psicoterapia e a questão da técnica. Arquivo Brasileiro de Psicologia, 54(4), 348–362.
Yalom, I. D. (2006). Os Desafios da Terapia. Rio de Janeiro, Ediouro, 2006.
Yalom, I. D. (2007). O carrasco do amor e outras histórias sobre psicoterapia (M. A. V. Veronese, Trad.). Ediouro.
Yamaguti, A. C. (2021). Um esboço daseinanalítico-hermenêutico da noção de transferência. Outro Pensar, 1(1), 85–117. http://outropensar.org/ojs/index.php/revista/article/view/21/9
Zahavi, D. (2019). Fenomenologia para iniciantes (M. A. Casanova, Trad.). Via Verita.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Caroline Garpelli Barbosa, Isabel Marques da Silva, Nathalia Marcelino de Moura

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores concordam com os seguintes termos da PLURAL – Revista de Psicologia UNESP Bauru:
Os artigos enviados devem ser originais e serão publicados pela primeira vez pela Revista Plural, mas os autores manterão os direitos autorais. O trabalho será simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution CC-By 4.0 Internacional para permitir o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e primeira publicação por essa revista.
Existe autorização para os autores assumirem contratos adicionais separadamente, exemplo, publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro, contanto que esteja discriminado e registrado tanto o reconhecimento de autoria como o de publicação inicial nessa revista.
Existe a permissão e o estímulo para os autores publicarem e distribuírem seu trabalho online em repositórios institucionais (pré-prints) ou na sua página pessoal.



